Lá do Alto – A Parábola do Banquete

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A Parábola do Banquete

“Então Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico; E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:1-14)
Cristo conta essa parábola em um contexto muito particular. A parábola faz parte de um contexto que começa no capítulo 21 de Mateus, em que Cristo evidencia aos judeus a sua incredulidade. Os judeus se gloriavam pois achavam que eram salvos. E achavam que eram salvos por serem a nação escolhida de Deus, povo a quem Deus tinha se revelado, povo que tinha recebido a Lei, povo a quem Deus tinha se manifestado no Sinai. E nessa falsa segurança de salvação, eles se tornaram arrogantes. Amavam o pecado, praticavam a injustiça. E se alguém lhes perguntasse: Vocês são salvos? Eles responderiam: “Sim, pois somos filhos de Abraão. Temos as promessas dos profetas.” Nessa falsa segurança, rejeitaram o ministério de João, o Batista. Mataram os profetas. E pior: rejeitaram a Cristo. Em acusação, Cristo disse a eles:
“Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.” (Mt. 21:31-32)

E nesse contexto de acusação que Cristo conta a parábola do banquete. E ela nos ensina coisas valiosas.

A parábola nos ensina que Deus tem uma festa de bodas de Seu Filho para celebrar. Essas bodas na Bíblia representam o Reino de Deus sendo estabelecido no mundo. O estabelecimento do Reino é comparado a um casamento pois assim como no casamento o noivo se une à sua noiva, a Igreja, a multidão dos salvos se unirão a Cristo, e desfrutarão de uma eternidade em paz e justiça. O livro de Apocalipse nos fala desse cenário.

“E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:3-4)

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.” (Apocalipse 22:1-5)

O estabelecimento do Reino de Deus significa paz, alegria, pureza, justiça, santidade. Não mais dor, não mais sofrimento, não mais tentação. Isso significa a volta da criação ao seu estado original antes da queda. Não mais pecado, não mais corrupção, não mais morte, não mais lamento. Felicidade é o que Deus tem preparado nas bodas do Cordeiro.
arrependimento. Todos estão sendo chamados a abandonar seus pecados e se preparar para o Reino de Deus.

E a pergunta agora é: Bem, se todos são convencidos pelo Espírito, será que todos são salvos? Não. Na parábola, o rei mandou seus servos não para trazer os convidados à força, mas para os convidar. Como está escrito em Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato.” O que Deus traz pelo Espírito é a possibilidade de salvação, não a salvação em si. A ação do Espírito de Deus no coração do homem traz uma condição ao mesmo tempo graciosa e ao mesmo tempo terrível: Ela nos traz a luz; ela nos ilumina. E isso é terrível pois nos dá a oportunidade de dizer “não” e de resistir, de recusar. Nos dá a oportunidade de não abrir a porta do coração a Cristo, que está batendo, e nos dá a oportunidade de recusar o convite para as bodas. O Espírito fala com o homem, e o homem pode resistir a ele.

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!” (Mt. 23:37)

“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim também vós.” (Atos 7:51)

Deus chama a todos os homens ao arrependimento, Deus deseja que todos sejam participantes do Reino, mas muitos resistem. Muitos são chamados. E aos que não resistem, aos poucos que aceitam de fato ouvir a voz de Deus, e vir a ele, a estes Cristo chama de eklektos, escolhidos, eleitos. Aqueles que perderam a sua vida e agora a encontraram nas bodas do Cordeiro. Aqueles que lutaram em suas vidas, e agora foram chamados ao descanso eterno. Resta ainda um descanso para o povo de Deus. Que possamos nós, todos nós, participar deste descanso.

Imagens: Reprodução/Pinterest

Fonte: Daqui

Lidiane Silva
Casada, Mãe da Ester, do Arthur e da Sophia, Cristã na CCB, adora passear, e nas horas vagas aproveitar pra fazer crochet. =)

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Lidiane Silva

Lidiane Silva

Casada, Mãe da Ester, do Arthur e da Sophia, Cristã na CCB, adora passear, e nas horas vagas aproveitar pra fazer crochet. =)